Um pouco da história
Determinar o período em que foi
produzida a primeira cerveja não é fácil, mas sabe-se que o processo de
fermentação é conhecido há mais de 10.000 anos. Teoricamente foi descoberta na
Suméria pouco tempo depois do surgimento do pão. Os sumérios teriam percebido
que molhada, a massa do pão fermentava formando uma espécie primitiva de
cerveja. O processo, várias vezes repetido e melhorado, originou uma bebida tão
“divina” que logo se tornou oferenda aos deuses em rituais religiosos.
No segundo milênio a.C., com o
declínio da Suméria nasceu na Mesopotâmia – hoje o Iraque – a Babilônia,
civilização descendente dos sumérios, porém mais avançada cultural e
tecnologicamente. Os babilônios contribuíram bastante para a evolução do
processo de fabricação da cerveja e a profissão de cervejeira, muito valorizada
e respeitada, era então exclusiva das mulheres.
No entanto, só na Idade Média, na
Bélgica, graças ao lúpulo adicionado pelos monges trapistas à receita, a bebida ganhou
o sabor característico que agora conhecemos. Embora
feita para consumo próprio, costumava ser servida como alimento revigorante,
refrescante e relaxante aos viajantes que se hospedavam nos mosteiros, tradição
que perdura até hoje. O excedente da produção passou a ser vendido e assim a
cerveja se propagou.
No Brasil, foi introduzida pela família real portuguesa em 1808. O
consumo cresceu lentamente e em 1836 saiu no Jornal do Comércio, do Rio de
Janeiro, a notícia sobre a primeira fábrica do país: a “Cervejaria Brazileira”.
Cada cerveja tem uma personalidade, uma história a contar e aromas a
revelar. A coleção “Nariz da Cerveja” ensina a apreciar e a descrever as características
e as fragrâncias de todos os tipos da bebida e, entre outras peculiaridades, o
gestual e a terminologia dos especialistas.
Os critérios de degustação
são similares aos do vinho. Brilho, cor, turvação, espuma, perfume e sabor são
avaliados e a harmonização da bebida com o alimento depende das características
de ambos. Por exemplo, uma Pilsen,
que é clara, leve, dourada, de baixa fermentação, refrescante e com leves notas
de malte, lúpulo e frutas, harmoniza-se com queijo de cabra, lulas, pratos
orientais, aperitivos e defumados em geral. Os vários tipos existentes têm,
assim como o vinho, formas tradicionais de preparo e também tecnologia moderna
de fabricação; entretanto, diferente do vinho, a cerveja é uma bebida que deve
ser consumida jovem porque sua fermentação, salvo em alguns casos, não se processa
na garrafa.
Como servir
A cerveja não deve ser servida com pressa. Primeiro, incline bem o copo
para que o líquido escorra junto ao vidro, depois diminua a inclinação e
derrame com vigor os últimos centímetros de modo a formar a manta térmica –
uma musse delicada e agradável chamada colarinho – que deve ter no mínimo
três dedos de espessura. A escolha do copo é muito importante na degustação.
Para cervejas Larger os copos devem cônicos, para as mais
encorpadas e complexas como as Ales, por exemplo, o copo pode ter as
paredes retas ou ser em forma de taça de conhaque e no caso das de trigo, muito
aromáticas e carbonatadas, o copo precisa ter um bojo na parte superior porque
armazena melhor a espuma.
Temperatura
A temperatura é fundamental na apreciação dos diferentes tipos de
cerveja.
Temperaturas apropriadas para degustação:
Graus
|
Tipos de cerveja
|
13º
|
Escura
(stout)
|
9º
|
Escura
|
8º
|
Red
|
7º
|
Dourada
|
6º
|
Clara
|
Abaixo de
6° muitos aromas se perdem.